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SABE A CIBELLE?

by Iaiá Queen° on Nov.22, 2009, under


"É música paulistana". Assim Cibelle Cavalli, 24, define a mistura de influências sonoras que apresenta em seu primeiro disco solo, "Cibelle", que acaba de ser lançado na Europa pelo selo belga Ziriguiboom."Não é um disco de bossa eletrônica", apressa-se em explicar.

"Tem guitarra fuzz, tropicalismo, Mutantes, levadas de jazz, cuts de vinil antigo, barulho de coisas".A explicação faz sentido.

O disco de Cibelle está saindo pelo mesmo selo que lançou o disco "Tanto Tempo", de Bebel Gilberto, o que suscitou não apenas comparações com a filha de João Gilberto, mas uma suposta filiação sua à própria bossa nova.Para a cantora, essas comparações refletem a dificuldade da crítica internacional em enxergar a música feita hoje no Brasil sem enquadrá-la como bossa nova ou como world music."World music é a última categoria em que você quer estar. Já pensou? Ao lado do Yanni?", brinca, referindo-se ao tecladista new age.Para Cibelle, sua música é caracteristicamente paulistana pois bebe diretamente nas influências musicais que a cidade oferece.

"Em São Paulo você vai ao Xingu e ouve electro até seu ouvido derreter, depois vai ao Lov.e e ouve drum'n'bass, depois conhece um pessoal do Recife que faz coco", enumera. "Tudo isso influencia".Lançada pelo produtor iugoslavo radicado no Brasil, Suba (1961-1999), no seu disco "São Paulo Confessions", de 2000, Cibelle fez participações especiais no disco de Otto e Xis antes de tentar a carreira solo.Depois de gravar uma vinheta para a MTV com o produtor Apollo 9, a cantora o convidou para fazerem juntos uma faixa, "Alcool".

O sucesso da música, incluída na coletânea "Free Zone 7", indicou que a parceria estava indo no rumo certo.

O passo seguinte foi fazer um disco inteiro.O contato com o selo Ziriguiboom -que tem o brasileiro Béco Dranoff como um de seus fundadores- já estava feito desde a época de "São Paulo Confessions", e, por meio da gravadora, Cibelle chegou aos produtores do Morcheeba Chris Harrison e Pete Norris, que mixaram o disco. O disco tem recebido resenhas elogiosas em todos os países onde foi divulgado -Inglaterra, Alemanha, Bélgica, França, Estados Unidos. O jornal inglês Independent deu à cantora o epíteto de "rainha no exílio", pois sua música seria sofisticada demais para o público brasileiro, título que Cibelle descarta.
"Acho que o público quer ouvir algo novo. Tem muita música boa no Brasil, mas o que se ouve na TV e no rádio não é tudo o que está sendo produzido", avalia.
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